terça-feira, 28 de dezembro de 2010
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Amélia
Começava bem esta manhã...
quinta-feira, 23 de julho de 2009
continuação
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Escolhi a roupa e vesti-me sozinho, "já és crescidinho", até parecia estar a ouvi-la. Fui para a cozinha. Agarrei no banco que estava por baixo da mesa, pus-me em cima dele. Peguei na tijela e pu-la na mesa.
O choro já tinha acalmado, que bom!
Fui buscar o leite ao frigorífico. Enquanto a tijela com o leite aquecia no micro-ondas, agarrei novamente no banco e fui buscar os cereais.
- Bom dia filho - ouvi a voz estremunhada do meu pai. Bom dia, respondi.
O choro recomeça.
Olho para o relógio pendurado na parede. Dez minutos ou perco a carrinha. Como a correr. Apanho a mochila. Dou um beijo ao meu pai. Vou ao quarto, dou um beijo na testa da minha mãe e depenico um beijo na cabeça careca.
- Até logo querido, porta-te bem. Aqueles olhos encovados e a sua tentativa de sorriso enfurecem-me.
Desço as escadas de 4 a 4. A carrinha já lá está. O Sr. Alexandre deita-me o olhar reprovador do costume, enquanto aponta para o gigantesco relógio que está mesmo por cima do pára-brisas. Olho para a parte de trás e fico mais bem disposto. Está lá a malta toda com o baralho de cartas em punho.
14Fevereiro2009
O bolo da Joana
e foi perguntar ao pai onde estavam os ingredientes,
o pai da Joana disse que não sabia e que ia perguntar à mulher.
O pai da Joana foi dizer à mulher que a Joana queria fazer um bolo e perguntou onde estavam os ingredientes,
a mulher do pai da Joana disse que não sabia e que ia perguntar à irmã.
A irmã da mulher do pai da Joana disse que não sabia e que ia perguntar à prima.
A prima da irmã da mulher do pai da Joana disse que não sabia e que ia perguntar à tia.
A tia da prima da irmã da mulher do pai da Joana disse que não sabia e que ia perguntar à mãe.
A mãe da tia da prima da irmã da mulher do pai da Joana foi buscar os ingredientes
que os entregou à filha
que os entregou à sobrinha
que os entregou à prima
que os entregou à irmã
que os entregou ao marido
que os foi entregar à filha Joana.
Mas a Joana tanto tempo esperou que adormeceu.
14Fevereiro2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Roberto ficou feliz novamente
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Era uma vez uma menina que estava na barriga da mãe.
Os dias para ela, eram muito engraçados. Passava-os a boiar de um lado para outro. Às vezes queria brincar com as mãos e com os pés, mas não conseguia porque os balanços da mãe a embalavam e ela acabava por adormecer. às vezes ouvia vozes lá fora. Conseguia distinguir 4 com facilidade. A da mãe, que falava muito. Uma voz mais grossa, que devia ser do pai, uma vozinha mais fininha, que devia ser da irmã e outra que era mais um som esquisito, que fazia: miaaauuuu.
Ela não conseguia perceber nada do que ouvia, mas percebia quando estavam zangados, ou quando estavam alegres e se riam.
O que ela gostava mais de ouvir, eram 2 coisas. Uma era a mãe a cantar. Todo o seu corpo estremecia. A água onde boiava toda tremia e isso sabia-lhe muito bem. A outra coisa que ela gostava de ouvir mais, era a vozinha fininha da irmã a falar baixinho, como se estivesse a dizer um segredo. Tinha pena de não perceber o que ela lhe estava a dizer. Mas percebia que a irmãzinha gostava muito dela.
A sua vidinha assim corria até que um dia teve uma dor forte. Todo o seu corpinho estremeceu. Estava com convulsões e ela não percebia nada do que se estava a passar. A barriga da mãe apertava-se de forma regular e quase que parecia que ficava mais pequena.
Ela esperneava, mas parecia que isso só fazia com que a cabeça se metesse cada vez mais numa parte mais apertadinha. Foi um tormento que ela não estava a perceber. De repente sentiu que a cabeça tinha acabado de passar a parte mais apertada, e estava mais pesada. E viu muita luz, muita luz. O corpo também já não estava apertado. Agora estava toda esticadinha, sem saber onde pôr as pernas e os braços, mexia-os muito, mas estavam muito pesados. Estava cheia de frio. Tanto frio. Chorava, chorava. Tudo lhe doia, o peito, a barriga, os olhos, os ouvidos... Mas o que lhe estava a contecer? Onde estava o líquido, o embalo, as vozes? De repente ficou mais quentinha e ouviu a voz da mamã. Ficou um bocadinho mais descansada, a sua mãe estava por ali. Ela queria abrir os olhos e ver a mamã, mas havia tanta luz que só a via muito desfocada.
A menina habituou-se às dores que tinha. Aliás estas foram passando. Até porque descobriu que a mamã deitava um líquido para a sua boca, que cheirava muito bem e que sabia ainda melhor. Despois dormiu, para descansar daquela agitação toda.
Estava desejosa de ver a cara da irmã, daquela vozinha fininha que lhe contava segredos. A cara do pai, aquela voz mais grossa e a cara da outra voz que era esquisita, aquela que fazia: miaauuu.
7Novembro2008